Sabe quando você ouve ou lê alguma coisa e pensa: isso foi pra mim!!!
Pois é. Semana passada aconteceu isso com uma crônica da Martha Medeiros no jornal O Globo.
Ela se chamava " A cabeça dos outros" e vou reproduzir (torcendo pra não ser processada) o trecho que mais me identifiquei:
"...somos prisioneiros não só da nossa cabeça, mas da cabeça dos outros também, do que eles pensam a nosso respeito, do que imaginam que iremos fazer, das conclusões a que chegam, das interpretações que fazem.
Estamos sujeitos ao que nossas narrativas revelam e elas nem sempre revelam nossa pureza. Estamos sujeitos ao que nossos atos revelam, e eles nem sempre revelam o que sentimos. O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. Só nós. Sós!
Quantas vezes tentaram advinhar o que sentíamos, e erraram. Julgaram nossas ações, e erraram. Tiveram certeza sobre nossos propósitos, e erraram.
Reverenciamos tanto a conexão, mas ela segue mais rara do que nunca.
A cabeça do outro é nosso juíz mais implacável. Acreditamos que temos controle sobre nosso destino, mas esse controle está atrelado ao pensamento do outro sobre nós, o sentimento (ou ressentimento) que ele nutre a despeito de todas as nossas boas intenções.
Nossos pais, nossos amigos, nossos clientes, nosso amor: tudo andará bem desde de que sejamos fiéis ao que está previsto.
Mas somos seres imprevisíveis por natureza, o que nos faz passar a vida inteira correndo riscos."
Preciso dizer mais alguma coisa?
Preciso: tenho que aprender a seguir o roteiro hipócrita da vida e ficar de boca cada vez mais fechada!!!
Ah sim: garças à Deus vivo bem comigo mesma! Sem peso na consciência e sem necessidades de alguém (pra me julgar) perto de mim!!!!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário