quinta-feira, 14 de abril de 2011

Que pena!

Ontem, 14/04/11, assisti na Tv a cabo ao filme "Lúcio Flávio - Passageiro da agonia".
Assisti não, perdi meu tempo.
Tirando o fato de que ver Reginaldo Faria no auge da beleza e nu...que lindo...
Nada mais se salvou.
A visão romântica de um bandido sanguinário que Hector Babenco quis empurrar guela a baixo da gente foi demais.
Querer nos convencer que Lúcio Flávio era um cara apaixonado, que só matava pra se defender, ingênuo, que sempre caia na lábia de um policial corrupto que se fingia seu amigo, quase um herói, que só queria uma casinha branca num lugarzinho tranquilo e sossegado pra criar seu filho...é subjugar além do permitido minha inteligência.
O filme em si também é esquisito. Não há continuidade nas cenas, parece uma grande colagem de cenas filmadas esporadicamente.
Sem contar que nada ficou esclarecido: como ele se tornou bandido; o que o policial corrupto, que aparentemente contratava seus serviços, fazia com o dinheiro; como e porque surgiu o esquadrão da morte; o que aconteceu com a mulher e o filho de Lúcio Flávio; o que aconteceu com o comparsa que ele abandonou no cativeiro quando cavou um túnel com uma colher e por aí vai...
Achei um desperdício de talentos e dinheiro o filme.
Principalmente quando se leva em conta todo o cenário - real - em que se passa a história: ditadura militar, corrupção policial, formação do comando vermelho, expansão do tráfico de drogas e etc...
Conteúdos que renderiam um filme de 1ª com várias e emocionantes continuações.
E com o mesmo protagonista!
Que pena...melhor sorte da próxima vez!

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